Mapeando o bem comum na cidade de Rio de Janeiro

O conceito recorrente do comum se elabora sobre a ideia de que, em nosso mundo atual, a produção da riqueza e a vida social dependem em grande medida da comunicação, da cooperação, dos afetos e da criatividade coletiva (Negri e Hardt). O comum seria então os ambientes de recursos compartilhados que são gerados pela participação de muitos e que constituem o tecido produtivo essencial da metrópoles contemporânea. Se fazemos esta conexão entre o comum e a produção, temos que pensar na economia política, no poder, nos rendimentos e nos conflitos.

No entanto, devido a nossa tradição do privado e do público, da propriedade e do individualismo, a propriedade coletiva é todavia difícil de se ver para nossos olhos do final do século XX. Propomos, portanto, uma busca ao comum, uma busca que tomará a forma de um processo de mapeamento. Entendemos a cartografia segundo proposto por Deleuze e Guattari, e como artistas e ativistas sociais tem a usado durante a última década, como uma atuação que pode se converter em uma reflexão, uma obra de arte, uma ação social.

O consórcio formado pela Odebrecht, a IMX, de Eike Batista, e a AEG foi habilitado pelo governo do Rio para administrar o Maracanã nos próximos 35 anos.

O consórcio formado pela Odebrecht, a IMX, de Eike Batista, e a AEG foi habilitado pelo governo do Rio para administrar o Maracanã nos próximos 35 anos.

Rio de Janeiro, uma metrópoles historicamente em estado de exceção onde os recentes protestos estão apontando para a mobilidade como um comum e o direito a cidade, uma cidade que se tornou rebelde (Harvey), é o objeto do projeto de mapeamento.

O laboratório consistirá em uma oficina intensiva de sete dias com ambito de ações na área metropolitana. Os estudantes de Comunicação de juntarão em equipes multidisciplinares com estudantes de Arquitetura, Artes e Geografia para produzir relatos, vídeos e representações cartográficas seguindo um método empregado anteriormente nas oficinas do projeto Mapping the Commons em Atenas e Istambul.

Ministrado por:

Pablo de Soto en colaboración con Bernardo Gutierrez.

Bibliografía básica:

Commonwealth. El proyecto de una revolución del común, Michael Hardt y Antonio Negri.

Ciudades rebeldes. Del derecho de la ciudad a la revolución urbana, David Harvey.

Mapping the Urban Commons. A new representation system for cities through the lenses of the commons, Demitri Delinikolas, Pablo de Soto, Daphne Dragona.

Cuando:

17 a 25 de octubre 2013

One comment

  1. Pingback: Hay un sábado de común denominadores | SurSiendo Blog

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