Category: Theory

Sobre as manifestações, multidão e expropriação do comum…

Câmara de Vereadores de Porto Alegre ocupada, 10 de julho, Bloco de Luta pelo Transporte Público

Câmara de Vereadores de Porto Alegre ocupada, 10 de julho, Bloco de Luta pelo Transporte Público



O filosófo Petere Pal Pebart escrive sobre as manifestações, multidão e expropriação do comum…

“O Movimento Passe Livre, com sua pauta restrita, teve uma sabedoria política inigualável. Soube até como driblar as ciladas policialescas de repórteres que queriam escarafunchar a identidade pessoal de seus membros (“Anota aí: eu sou ninguém”, dizia uma militante, com a malícia de Odisseu, mostrando como certa dessubjetivação é condição para a política hoje. Agamben já o dizia, os poderes não sabem o que fazer com a “singularidade qualquer”).

Mas quando arrombaram a porteira da rua, muitos outros desejos se manifestaram. Falamos de desejos e não de reivindicações, porque estas podem ser satisfeitas. O desejo coletivo implica imenso prazer em descer à rua, sentir a pulsação multitudinária, cruzar a diversidade de vozes e corpos, sexos e tipos e apreender um “comum” que tem a ver com as redes, com as redes sociais, com a inteligência coletiva.

Tem a ver com a certeza de que o transporte deveria ser um bem comum, assim como o verde da praça Taksim, assim como a água, a terra, a internet, os códigos, os saberes, a cidade, e de que toda espécie de “enclosure” é um atentado às condições da produção contemporânea, que requer cada vez mais o livre compartilhamento do comum.

Tornar cada vez mais comum o que é comum –outrora chamaram isso de comunismo. Um comunismo do desejo. A expressão soa hoje como um atentado ao pudor. Mas é a expropriação do comum pelos mecanismos de poder que ataca e depaupera capilarmente aquilo que é a fonte e a matéria mesma do contemporâneo –a vida (em) comum.

Talvez uma outra subjetividade política e coletiva esteja (re)nascendo, aqui e em outros pontos do planeta, para a qual carecemos de categorias.”

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Who owns the earth?

(Photo: Michael Kamber / The New York Times)

(Israel/Lebanon Border Photo: Michael Kamber / The New York Times)

The struggle to defend the commons takes many forms. In microcosm, it is taking place right now in Turkey’s Taksim Square, where brave men and women are protecting one of the last remnants of the commons of Istanbul from the wrecking ball of commercialization and gentrification and autocratic rule that is destroying this ancient treasure.

The defenders of Taksim Square are at the forefront of a worldwide struggle to preserve the global commons from the ravages of that same wrecking ball – a struggle in which we must all take part, with dedication and resolve, if there is to be any hope for decent human survival in a world that has no borders. It is our common possession, to defend or to destroy.

(This article is adapted from a commencement speech by Noam Chomsky on June 14, 2013, at the American University of Beirut. )

http://truth-out.org/opinion/item/17402-who-owns-the-earth?fb_action_ids=681890681824361

Não podemos deixar o amor ser privatizado

Foto de Gustavo Barreto, registro de 20 de junho de 2013 no Rio deJaneiro, durante um dos maiores protestos já ocorridos na cidade em toda a sua história, com uma reação policial proporcionalmenteviolenta.

Foto de Gustavo Barreto, registro de 20 de junho de 2013 no Rio de Janeiro, durante um dos maiores protestos já ocorridos na cidade emtoda a sua história, com uma reação policial proporcionalmente violenta.



“(…) O fato de a produção biopolítica ser ao mesmo tempo econômica e política, de criar diretamente relações sociais e de colocar as bases do poder constituinte ajuda-nos a entender que a democracia da multidão de que tratamos aqui pouco se assemelha à “democracia direta” como era tradicionalmente entendida, na qual cada um de nós usaria do tempo de nossas vidas e de nosso trabalho para votar constantemente sobre cada decisão política. Basta lembrar a observação irônica de Oscar Wilde de que o problema do socialismo é que ocuparia noites demais.

A produção biopolítica apresenta a possibilidade de fazermos o trabalho político de criar e manter as relações sociais de maneira colaborativa nas mesmas redes comunicativas e cooperativas da produção social, e não em intermináveis reuniões noturnas. A produção das relações sociais, afinal, não só tem um valor econômico como também é obra da política.

Neste sentido, a produção econômica e a produção política coincidiram, e as redes colaborativas de produção sugeririam um arcabouço para uma nova estrutura institucional de sociedade. Essa democracia na qual todos nós criamos e mantemos a sociedade de maneira colaborativa através de nossa produção biopolítica é a que chamamos de “absoluta” (…).”

Os autores articulam sua perspectiva a partir de bases teóricas que,agora percebemos, está tomando forma em diferentes contexto ssociais, como na Turquia, no Brasil, nos EUA e no Egito – em cada país com consequências distintas. Segue o trecho:

“(…) A definição da democracia da multidão e de seu poder constituinte também exige um ponto de vista político capaz de reunir em determinado tempo e espaço o poder comum da multidão e sua capacidade decisória. Isso não quer dizer que aquilo que reconhecemos até aqui dos pontos de vista ontológico e sociológico seja secundário ou irrelevante.

Um dos mais graves erros teóricos políticos é considerar o poder constituinte como um ato político puro separado do ser social existente, como mera criatividade irracional, o ponto obscuro de alguma expressão violenta do poder. (…) Ele [o poder constituinte] é uma decisão que emana do processo ontológico e social do processo produtivo; é uma forma institucional que desenvolve um conteúdo comum; uma manifestação de força que defende a progressão histórica da emancipação e da libertação; é, em suma, um ato de amor.

As pessoas hoje em dia parecem incapazes de entender o amor como um conceito político, mas é precisamente de um conceito de amor que precisamos para apreender o poder constituinte da multidão. O moderno conceito de amor é quase exclusivamente limitado ao casal burguês e ao espaço claustrofóbico da família nuclear.

O amor tornou-se uma questão estritamente privada. Precisamos de uma concepção mais generosa e irrestrita do amor. Precisamos recuperara concepção pública e política de amor comum às tradições pré-modernas. (…) Precisamos recuperar hoje esse sentido material e político do amor, um amor forte como a morte.

Isto não significa que não possamos amar nossa mulher, nossa mãe e nosso filho. Significa apenas que nosso amor não termina aí, que o amor serve de base para nossos projetos políticos em comum e para a construção de uma nova sociedade. Sem esse amor, não somos nada.”

14 de Julio de 2013 a la(s) 20:06

Título, foto e trechos de Michael Hardt e Antonio Negri destacados por Gustavo Barreto.

Los comunes urbanos. Crisis, derechos y riqueza.

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Los debates en torno a los bienes comunes y la gestión colectiva de recursos se ha abierto paso en los últimos años, especialmente desde que Elinor Ostrom recibiera el Premio Nobel de Economía por su trabajo en torno a los Recursos de Uso Colectivo-Común y el gobierno de los comunes.

Los bienes comunes han aparecido como un modelo inspirador para distintos autores y autoras que han conjugado los planos político, cultural, social y económico desde esa perspectiva. Bajo la idea de encontrar modelos de gestión que escapen a la dicotomía Estado-Mercado/ Público-Privado se han avanzado ideas y propuestas que abran otras alternativas.

En la mayoría de las ocasiones esas propuestas han abundado en modelos de gestión comunitaria de corte rural o en el campo de la producción inmaterial. Ambos, espacios muy inspiradores para acercarnos a esta temática, pero en este curso intentaremos dar un paso más allá, por pequeño que sea.

En una sociedad eminentemente urbana, con la crisis y la destrucción del Estado del Bienestar como telón de fondo ¿qué propuesta inspirada en los comunes podemos manejar?¿Cómo podemos acercarnos a este medio contemplando la caída de los grandes sistemas de bienestar de países enteros?¿Cómo dibujar esas alternativas? ¿Cómo se construyen comunidades en este ámbito, qué significa la comunidad en sociedades metropolitana?

El curso sobre los Comunes urbanos quiere entrar con cuidado en esta cuestión. Lejos de lanzar grandes hipótesis de trabajo pretendemos que todo el curso sea un ensayo colectivo en torno a esta temática. Proponemos así un conjunto de lecturas colectivas que nos ayuden a pensar esos comunes urbanos, su gestión, su propuesta institucional y sus infraestructuras.

http://nocionescomunes.wordpress.com/2013/02/11/los-comunes-urbanos-crisis-derechos-y-riqueza/

Reunión general del Laboratorio del procomún: Ciudad y procomún febrero 2012

Primera sesión general del año de los grupos de trabajo del Laboratorio del procomún 2011-2012. Esta sesión está estructurada en torno al tema de ciudad y procomún, que da nombre al nuevo grupo de trabajo coordinado por Juan Freire.

Las reuniones generales del Laboratorio del procomún se plantean de cara a 2012 con un formato centrado en un tema de discusión común sobre el que girará el debate entre todos los grupos que lo integran.

El tema propuesto para esta sesión es ciudad y procomún, aprovechando la creación del nuevo grupo de trabajo homónimo coordinado por Juan Freire y contaremos con las aproximaciones de:

Antonio Lafuente, director de la línea de trabajo del Laboratorio del procomún [descargar texto en pdf]

Joan Subirats, director del Instituto Universitario de Gobierno y Políticas Públicas (Igop) de la Universidad Autónoma de Barcelona desde su creación en julio de 2009, donde es responsable del Programa de Doctorado en Políticas Públicas.

Beatriz García del Observatorio Metropolitano que presentará La Carta de los Comunes. Para el cuidado y disfrute de lo que de todos es editado por Traficantes de Sueños [descargar libro en pdf]

La reunión está abierta a todas las personas interesadas en informarse sobre las propuestas, colaborar en alguna de ellas o participar en el debate.

http://medialab-prado.es/article/ciudad_y_procomun

The Future of the Commons by David Harvey

David HarveyI have lost count of the number of times I have seen Garrett Hardin’s classic article, “The Tragedy of the Commons,” cited as an irrefutable argument for the superior efficiency of private property rights with respect to land and resource uses and, therefore, as an irrefutable justification for privatization. This mistaken reading in part derives from Hardin’s appeal to the metaphor of cattle, under the private ownership of several individuals concerned with maximizing their individual utility, pastured on a piece of common land. If the cattle were held in common, of course, the metaphor would not work. It would then be clear that it was private property in cattle and individual utility- maximizing behavior that lay at the heart of the problem. But none of this was Hardin’s fundamental concern. His preoccupation waspopulation growth. The personal decision to have children would, he feared, lead eventually to the destruction of the global commons (a point that Thomas Malthus
also argued). The private, familial nature of the decision was the crucial problem. The only solution, in his view, was authoritarian regulatory population control.

http://davidharvey.org/media/Harvey_on_the_Commons.pdf

La Comuna (P2P) de Madrid

La Comuna P2P

Los años 20, en el boomerang neblinoso de la historia, sobreviven en una postal roja de un cabaret burlesque del Berlín dadaísta. Los años cuarenta son un eco de tango bailado por inmigrantes en los arrabales de Buenos Aires. Los ochenta suenan a vinilo poblado de los gritos punk del Londres #postindustrial. La década de 2010 será un recuerdo de plazas tomadas, de calles vivas, de creatividad político-cultural. Será sinónimo de Madrid. De aquí a unos años, algunos recordarán la convulsa situación política, la violencia policial o el desempleo. Pero lo que pasará a la historia será otra cosa: una ciudad viva, transversal, oblicua, intensamente social, con un espacio público politizado, libre, conectado con el mundo. La década de los 10 será sinónimo de una ciudad autogobernada por sus ciudadanos, poseída por un vendaval de innovación social, por un dinamismo sin parangón. En la postal, sembrada de manos en alto, se leerá: la Comuna de Madrid.

La Comuna de Madrid – más dispersa, heterogénea y cosmopolita que la Comuna de París de 1871 – será rememorada como el rincón donde nació la comunicación-acción, la acción-pensamiento, el pensamiento-prototipo. Madrid, como efervescencia de redes y calles. Madrid, como territorio e imaginario de proyectos, procesos y acciones tecnopolíticas. Madrid como un laboratorio ciudadano glocal que mira al mundo incluyéndolo al mismo tiempo. Pero en la Comuna de Madrid no todo es acción, hecho, asamblea, escrache. En la urbe – con su tejido red expandido en el resto del Estado español – se está cocinando un cuerpo teórico que arropa las nuevas prácticas. Teoría bastarda, remezclada, promiscua. Teoría-práctica. “El procomún es una zona de intercambio donde los commons tradicionales se encuentran con la cultura libre”, asegura el investigador Adolfo Estalella, contextualizando su texto en Madrid. Y acá radica un pequeño secreto.

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